“Não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer”, mas não há impossibilidade de uma educação lidar melhor com os afetos que não sejam agressivos. Quando uma criança se mostra rebelde, canaliza-se seu potencial de agressividade por meio dos esportes. Enfim, uns não sabem amar porque não receberam esse aprendizado da matriz original (mãe) ou de alguma figura substituta, outros porque foram feridos na sua vivência amorosa ou frustrados no seu genuíno desejo de amar.
O mais contraditório é que a fonte do amor que existe em cada indivíduo é inesgotável, entretanto se atribui que a felicidade esteja em um outro lugar, e assim se negligencia a relação amorosa e seus derivados. Há economia, mesquinhez, sovinice para compartilhar o amor seja ele ágape (perspectiva universal) ou individualizado, de modo que até os amores romântico, paterno, filial e fraternal passaram a ser mercantilizados. Se uma pessoa dá mais amor, vai cobrar mais do parceiro ou do entorno. Em síntese, tem-se dificuldade de administrar esse sentimento que não seja com referência ao sistema de troca e venda. Se, para alguns, o bloqueio afetivo é crônico, para a maioria, de tão escondido ou encouraçado que se encontra, por vezes, parece que o dom amoroso está circunscrito em corações fossilizados.
O amor pode até ser simples no seu entendimento teórico, mas complexo na sua interatividade.
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